Laboratório São Paulo

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15 de outubro de 2014

Avaliando a Função Ovariana

 

Há muitas situações clínicas em que os hormônios relacionados à função ovariana são solicitados, especialmente na investigação e no tratamento da infertilidade.

 

Hormônio Folículo Estimulante – FSH
O ovário nas mulheres abriga uma quantidade finita de óvulos que são eliminados por apoptose no decorrer da vida, durante a fase reprodutiva, particularmente no ciclo menstrual.Este número declina a partir dos 37 anos e continua a reduzir até a menopausa.

Portanto, são utilizados métodos de imagem e dosagem do FSH para avaliar esta reserva ovariana nos primeiros dias do ciclo, quando seus níveis são mais baixos, Uma meta-análise considera que, como o FSH apresenta muita variabilidade, apenas valores altos, poderiam ser preditores do sucesso da fertilização in vitro (FIV), baixa resposta à estimulação ovariana e de não gravidez. Alguns estudos sugerem que a idade materna, mais que o FSH isolado, seria mais importante para o prognostico do sucesso do tratamento.
Estradiol (E2)
O estradiol é um hormônio secretado pelas células granulosas dos folículos ovarianos e a sua determinação complementa a avaliação da reserva ovariana. Indica-se dosar o estradiol em seus níveis mais baixos, nos primeiros dias do ciclo menstrual. Os valores variam de acordo com a fase do ciclo menstrual. Em um ciclo natural, o E2 tem um pico próximo à ovulação. Porém, os estudos sobre os valores que representam índices de sucesso na FIV são controversos e sugerem que o E2 tem baixo valor preditivo. E2 também pode ser útil na avaliação da Síndrome de hiperestimulação ovariana.
Hormônio Anti-Mülleriano – AMH
O hormônio anti-Mülleriano (AMH), é secretado também pelas células granulosas dos folículos ovarianos. Em geral, concentrações mais elevadas correlacionam-se com boa reserva ovariana. Alguns grupos têm demonstrado correlação entre baixos níveis e menopausa. Em uma meta-análise, o AMH foi considerado melhor preditor de resposta à estimulação ovariana do que a idade da paciente, FSH no terceiro dia do ciclo ou níveis de Inibina B. Por outro lado, auxilia a FIV e na avaliação da síndrome de hiperestimulação ovariana. Estudos sugerem uma boa associação entre níveis elevados de AMH, 2-3 vezes o valor de referência, ovários policísticos e infertilidade.
Inibina B
Inibina B é produzida nos folículos, assim com o AMH, e sua concentração oscila no ciclo menstrual. Atua inibindo a produção de FSH na hipófise. Com o envelhecimento, os níveis de FSH aumentam e os níveis de Inibina B e AMH diminuem. Portanto, é um marcador tardio e não deve ser utilizado para avaliar a reserva ovariana ou menopausa.
Hormônio Luteinizante – LH A inibição do LH é indício da estimulação ovariana. Há controvérsias sobre o seu valor como indicador de sucesso no tratamento.
Progesterona
A progesterona eleva-se continuamente com o aumento do LH e permanece baixa durante toda a fase folicular. A sua determinação é também uma avaliação prática da função ovariana, realizada tipicamente 01 semana antes do período menstrual estimado, quando os níveis são fisiologicamente mais altos. Os valores de progesterona inferiores a 3 ng/mL sugerem anovulação, exceto imediatamente após ovulação ou antes da menstruação. Os análogos de hormônios liberadores de gonadotrofina induzem ovulação e suprimem a hipófise evitando a elevação precoce do LH e a ovulação
jgdsgs
Lucimar Assunção Assessoria Científica

 

Referências:
1. Broekmans FJ, Kwee J, Hendriks DJ, et al. A systematic review of tests predicting ovarian reserve and IVF outcome. Hum Reprod Update 2006;12:685–718. 2. La Marca A, Sighinolfi G, Radi D, et al. Anti-Müllerian hormone (AMH) as a predictive marker in assisted reproductive technology (ART). Hum Reprod Update 2010;16:113–30. 3. Int J Gen Med. 2011; 4: 759–76- Serum anti-Müllerian hormone as a predictive marker of polycystic ovarian syndrome.
Informati Informativo Digital – Nº 09 – Setembro/2014
AVALIANDO A FUNÇÃO OVARIANA
Inibina B – Inibina B é produzida nos folículos, assim com o AMH, e sua concentração oscila no ciclo menstrual. Atua inibindo a produção de FSH na hipófise. Com o envelhecimento, os níveis de FSH aumentam e os níveis de Inibina B e AMH diminuem. Portanto, é um marcador tardio e não deve ser utilizado para avaliar a reserva ovariana ou menopausa.

2.Informativo Digital: AVALIANDO A FUNÇÃO OVARIANA. Disponível em: http://www.labrede.com.br/ Acesso em: 15 de outubro de 2014.